Gato escondido com rabo de fora

Archive for the ‘Escola’ Category

Questões relacionadas com a escola

Acção “Prenvenção de Incêndios”

Posted by Carlos Vaz em Março 21, 2007

Hoje, dia 21 de Março de 2007, decorreu no Auditório Municipal de Vila Nova de Paiva, uma acção de divulgação subordinada ao tema “Prevenção de Incêndios”, destinada aos alunos do segundo ciclo da Escola E.B. 2,3 de Vila Nova de Paiva.
Antes do início efectivo da sessão, os alunos tiveram a oportunidade de visitarem as exposições que decorriam nesse local:

Exposição de Pintura

 

“Realidades Pictóricas”

Armando Madeira

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Exposição fotográfica Micológica do Parque Botânico Arbutus do Demo

 

 

A sessão iniciou-se com uma breve intervenção do Presidente da Câmara da autarquia, que aludiu ao Dia da Árvore e ao início da Primavera, abordando algumas questões ambientais e chamando a atenção para a necessidade de protecção da floresta contra incêndios.


De seguida, tomou a palavra um elemento da Equipa de Protecção Florestal, dos Serviços de Protecção da Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana. Esta equipa chamou a atenção para a importância da madeira no nosso dia-a-dia e os empregos que são suportados pela exploração da floresta. Explicitou-se também a acção destas equipas no sentido da protecção da floresta, nomeadamente no que concerne à fiscalização dos espaços florestais e da exploração florestal, da prevenção e investigação de incêndios. Apresentaram-se as causas dos incêndios (incendiarismo, uso negligente do fogo, causas acidentais, estruturais e naturais) e o que deve ser feito no período crítico de possibilidade de ocorrência de incêndios, concretizando com algumas normas a seguir.


Esta acção é pertinente e interessante, atendendo ao contexto geográfico em que Vila Nova de Paiva se localiza. No entanto, neste tipo de acções, deverá existir uma atenção cuidada ao discurso que se utiliza para transmitir a mensagem, recorrendo, preferencialmente, a uma linguagem acessível ao público (neste caso, alunos do segundo ciclo do ensino básico). Além disso, a informação apresentada também deve ser seleccionada tendo em consideração o contexto de apresentação, de modo a que o auditório não se disperse com facilidade, face ao excesso de informação apresentada de uma forma demasiado técnica. Se tal for tido em consideração, o papel formativo e sensibilizador deste tipo de acções será mais eficaz, ao invés de se conseguir efeitos contrários aos objectivos.


 

 

 

 

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Contribuições I

Posted by Carlos Vaz em Julho 11, 2006

Comentário publicado em “INTERACT quadros interactivos na sala de aula”, em 3-6-2006.

Ver contexto aqui.

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A oportunidade de reunião para debater a utilização de quadros interactivos em contexto educativo é bastante bem-vinda.
Tendo em atenção que o programa que se apresenta é provisório, atrevo-me a sugerir algumas linhas para o “Encontro de Reflexão”.

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A emergência de novos meios tecnológicos num contexto educativo deverá conduzir a uma modificação nos métodos de ensino. Se as tecnologias mudam (a evolução do quadro preto para o quadro interactivo é apenas um exemplo), os métodos também devem evoluir.
Os métodos estandardizados, homogéneos, tradicionais, poderão ser adaptados? Ou terá que existir uma inovação tal, que as metodologias terão de ser totalmente novos?


É certo que as exigências variam em função do nível de ensino que se lecciona, do mesmo modo que os processos de transmissão da aprendizagem. Assim, qual é o papel do professor nos diversos contextos? Muito em voga, a perspectiva construtivista coloca o professor como um facilitador da aprendizagem, alguém que deve orientar o aluno num determinado percurso, de modo a que ele construa o seu próprio saber. O uso dos quadros interactivos poderá tender a mudar os papéis de professor e alunos: o professor passa de um transmissor de conhecimento para um desencadeador de aprendizagem, disponibilizando meios, recursos para que aconteça. Numa aula em que se utilize o quadro interactivo, esta perspectiva é, em minha opinião, aquela que melhor se adequa, devido à interacção que este instrumento proporciona. Quais as melhores estratégias de interacção numa aula com quadro interactivo? É preciso notar, que, encontrar boas estratégias de interacção em turmas com elevado número de alunos é algo que não é fácil, pois a frequência com que cada aluno poderá trabalhar com o quadro não é elevada, o que poderá causar frustração a alguns alunos. Além disso, parece-me que, à medida que se avança nos níveis escolares, maior será a dificuldade em motivar os discentes com actividades interactivas, da mesma forma que é mais árduo conceber actividades que os motivem.


Outro aspecto relativo a esta tecnologia é a própria tecnologia. De facto, nos dias que correm, muitos dos nossos alunos já têm grandes conhecimentos tecnológicos, pois estão habituados a estarem ligados à Internet, a participarem em salas de conversa virtuais, a jogarem no computador. Isto ainda não é generalizado, mas caminhamos a passos largos para sermos ultrapassados pelos nossos alunos no que respeita a determinados conhecimentos tecnológicos. O desafio que se nos coloca é: o que fazer para acompanhar as inovações e utilizá-las na nossa actividade de professores? No caso concreto dos quadros interactivos, que vêm acompanhados de aplicações específicas, o que poderemos fazer para tirarmos o máximo partido das suas funcionalidades? Será que, sozinhos, conseguiremos rentabilizar totalmente as tecnologias que nos são postas à disposição? A meu ver, tal só será possível com um eficaz trabalho cooperativo, com uma comunidade bem estruturada e homogénea, motivada. Acho que será algo a ter em conta nas planificações e distribuição de serviço para o próximo ano lectivo…

Penso que o encontro que se programa constituirá, assim, uma oportunidade para não só apresentar as mais-valias desta tecnologia, mas também as limitações que a utilização da mesma poderá causar, e as estratégias que poderão ser adoptadas para ultrapassar essas limitações.

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Plagiarismo

Posted by Carlos Vaz em Junho 30, 2006

O acesso a uma fonte de informação como a Internet é bastante positivo. No entanto, do ponto de vista educativo, pode trazer algumas incoveniências, das quais se poderão destacar a dispersão de conhecimentos e a falta de originalidade de trabalhos escolares. O primeiro aspecto poderá afectar, principalmente, os alunos, se não tiverem um bom acompanhamento e não souberem seleccionar a informação (também os professores).

A questão do plagiarismo afecta tanto professores como alunos. É muito comum encontrar trabalhos que são um autêntico esforço de cópia de recursos encontrados online, esforço esse nem sempre rigoroso no que respeita à utilização correcta da língua portuguesa (português europeu), pelo que a sua detecção é relativamente fácil. No entanto, para um professor é frustrante encontrar trabalhos assim.

Algumas consequências nas metodologias de avaliação dos alunos podem ser conferidas no artigo “Teachers Adjust Lesson Plans as Web Fuels Plagiarism” . Em síntese:

– exigir relatórios de progresso para todas as fases de trabalho, incidindo na pesquisa efectuada;

– dar destaque à apresentação oral, de forma a comprovar o domínio dos conteúdos;

– incidir a avaliação em exames/testes…

Sobre este assunto, também se pode pesquisar um pouco aqui .

Plagiarismo


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